Retorno

Também aparece como: rentabilidade, rendimento.

Nível 4 · Dificuldade 3/10 · 2 min de leitura

Ganho ou perda em relação ao capital investido, expresso em percentual por período; par inseparável do risco.


Retorno é o que se ganha — ou se perde — em relação ao que se investiu. Não é o valor absoluto do ganho, mas a proporção: R$ 100 de ganho significam muito para quem aplicou R$ 1.000 e quase nada para quem aplicou R$ 100 mil. Por isso o retorno se expressa, em geral, como percentual sobre o capital investido, referido a um período — ao mês, ao ano.

Duas distinções refinam o conceito. A primeira separa o retorno nominal do real: se uma aplicação rendeu 10% num ano em que os preços subiram 5%, o poder de compra cresceu bem menos do que o extrato sugere. A segunda separa o retorno esperado do realizado: o primeiro é uma estimativa feita antes, o segundo é o fato consumado — e a distância possível entre os dois é, precisamente, o risco.

Um exemplo

Uma pessoa aplica R$ 10 mil e, um ano depois, resgata R$ 11 mil: retorno nominal de 10% ao ano. Se a inflação do período foi de 5%, o ganho real de poder de compra ficou perto de 4,8% — a conta exige descontar a inflação, não apenas subtraí-la. Outra pessoa compra um imóvel de R$ 300 mil e o aluga por R$ 1.200 mensais: o retorno do aluguel é de 0,4% ao mês, antes das despesas de manutenção, dos impostos e dos meses de vacância. Comparar as duas escolhas exige pôr tudo na mesma régua: mesmo período, mesmos descontos — e a pergunta incômoda: que risco cada uma carrega?

Por que importa

O retorno é a medida pela qual as decisões de investimento se comparam — mas nunca sozinho. Ele forma com o risco um par inseparável: retornos esperados mais altos são, em mercados que funcionam, o pagamento por aceitar mais variação e mais chance de perda. Comparar retornos sem comparar riscos é comparar preços sem olhar o produto.

O tempo dá ao retorno a sua força mais notável: os juros compostos, pelos quais o rendimento de cada período passa a render também, fazendo pequenas diferenças de taxa se tornarem enormes ao longo de décadas. Daí a importância dos conceitos vizinhos: a liquidez, que às vezes se sacrifica em troca de retorno maior; a diversificação, que busca preservar o retorno médio enquanto reduz o risco do conjunto; e a inflação, régua silenciosa que separa o ganho aparente do ganho verdadeiro. Dominar o conceito de retorno é, no fundo, aprender a fazer a pergunta completa: quanto rendeu, sobre quanto, em quanto tempo, descontado o quê — e correndo qual risco.

Ao dominar este conceito, você será capaz de

  • Calcular o retorno percentual sobre o capital investido em um período.
  • Diferenciar retorno nominal de retorno real, descontando a inflação.
  • Distinguir retorno esperado de retorno realizado.
  • Comparar investimentos considerando período, custos e riscos equivalentes.