CET — Custo Efetivo Total
Taxa que reúne juros, tarifas, seguros e demais encargos de um crédito; a régua correta para comparar propostas.
O CET — Custo Efetivo Total — é a taxa que expressa tudo o que uma operação de crédito custa: não apenas os juros, mas também tarifas, seguros, tributos e quaisquer outros encargos cobrados do tomador. Ele é apresentado como percentual, em geral ao ano, e responde à única pergunta que de fato interessa a quem vai se endividar: somando tudo, quanto este empréstimo me custa?
A taxa de juros anunciada é só parte da história. Duas propostas com os mesmos juros podem ter custos finais muito diferentes se uma delas embutir tarifa de cadastro, seguro prestamista ou serviços acessórios. Por isso a regulamentação do sistema financeiro brasileiro obriga as instituições a informar o CET antes da contratação de operações de crédito — uma régua única, pensada para permitir comparação. As regras vigentes sobre o cálculo e a divulgação do CET devem ser conferidas junto ao Banco Central do Brasil.
Um exemplo
Ao financiar um carro usado, uma professora recebe duas propostas. O banco A anuncia juros de 1,4% ao mês, mas cobra tarifa de cadastro e inclui um seguro na operação; o banco B anuncia 1,6% ao mês, sem tarifas nem seguro embutido. Olhando apenas os juros, o banco A parece mais barato. Olhando o CET — que as duas instituições são obrigadas a informar —, a professora descobre que a proposta A custa mais no total, porque tarifas e seguro entram na conta. Sem o CET, a comparação seria entre grandezas diferentes; com ele, é entre números da mesma régua.
Por que importa
O CET existe para combater uma forma silenciosa de confusão: a fragmentação do preço. Quando o custo de um crédito se espalha por juros, tarifas e seguros, o tomador perde a noção do todo — e propostas piores podem parecer melhores. Ao reunir tudo numa única taxa, o CET devolve ao consumidor a capacidade de comparar, que é a base de qualquer mercado saudável.
O conceito conversa diretamente com os juros e com os juros compostos, que formam o núcleo do custo do crédito; com o fluxo de caixa, pois a decisão final não é só qual proposta custa menos, mas se a parcela cabe no orçamento nas datas certas; e com o score de crédito, já que o preço oferecido a cada pessoa varia conforme o risco que ela representa para o credor. Vale a disciplina de sempre pedir o CET antes de assinar — e de desconfiar de qualquer comparação de crédito feita apenas pela taxa de juros ou, pior, apenas pelo valor da parcela.
Ao dominar este conceito, você será capaz de
- Explicar o que compõe o Custo Efetivo Total de uma operação de crédito.
- Comparar propostas de crédito usando o CET em vez da taxa de juros isolada.
- Reconhecer por que tarifas e seguros alteram o custo real de um empréstimo.
- Identificar onde conferir as regras vigentes de cálculo e divulgação do CET.